Tivemos um seminário do PNAIC NH, intitulado "Aprendizagem x formação do professor: a construção da autonomia docente", onde a Prof Eliane Kiss de Souza, supervisora da área da matemática no PNAIC 2015 RS pela UFPEL, trouxe questionamentos e reflexões importantes para a formação do professor.
Como o professor pode aprender continuamente por meio da reflexão de sua prática?
Como pode o professor agir de modo a garantir a aprendizagem do aluno e ser protagonista de sua formação pedagógica?
Para construir possíveis respostas a esses questionamentos, nossa palestrante trouxe alguns pontos essenciais que devem ser inseridos na formação continuada do professor:
- Experiência
- Mobilização do conhecimento
- Desconstrução de verdades
- Relação teoria-prática
Para que o professor assuma seu papel de protagonista na construção de sua autonomia docente, o mesmo precisa planejar suas aulas, praticar em sala de aula o que planejou e avaliar sua vivência pedagógica cotidiana. Para tanto, deve reconhecer a complexidade do cotidiano escolar, buscando a interdisciplinaridade nos fundamentos filosóficos, sociológicos, históricos e psicológicos da educação, juntamente com as áreas do conhecimento pressentes no currículo escolar enquanto constrói processos didático-metodológicos para atingir a diversidade de alunos que encontra em sua sala de aula, respeitando as características individuais dentro do perfil da turma.
Pensando nisso, o governo federal organizou uma formação continuada que seguia as Diretrizes Curriculares da Educação Básica, cujo artigo 17 coloca a necessidade da interdisciplinaridade e contextualização das disciplinas que fazem parte da nossa grade curricular. Integram a base nacional comum:
a) a Língua Portuguesa;
b) a Matemática;
c) o conhecimento do mundo físico, natural, da realidade social e política, especialmente do
Brasil, incluindo-se o estudo da História e das Culturas Afro-Brasileira e Indígena,
d) a Arte, em suas diferentes formas de expressão, incluindo-se a música; e) a Educação Física;
f) o Ensino Religioso. Já a parte diversificada pode ser organizada em temas gerais, na forma de eixos temáticos,
selecionados coletivamente, incluindo: saúde, sexualidade e gênero, Estatuto da Criança e do Adolescente, Educação Ambiental, Educação para o Consumo, Educação Fiscal, Educação para o Trânsito e Direitos do Idoso.
Porém, "nenhuma mudança na prática acontece com leis implementadas", disse nossa convidada. Por isso é precisa como pelo pensamento, promovendo uma reforma. Nesse contexto, entre 2010 e 2013, foram definidas as bases para uma formação continuada nacional, pensando no ciclo da alfabetização. Para tanto, se fazia necessário estabelecer um pacto entre os níveis federal e estadual/municipal, pautado em conceitos, metodologias e direitos de aprendizagem do aluno. Além da formação, foram distribuídos materiais didáticos (livros e jogos), realizada uma avaliação sistemática e pensado nos processos de gestão, mobilização e controle social, onde o sistema de escrita alfabética (SEA) e o sistema de numeração decimal (SND) foram problematizados e debatidos.
Em 2013, foram 8 cadernos enfatizando a linguagem por cada um dos 3 anos do ciclo de alfabetização, Em 2014, os cadernos enfatizaram a matemática e forma organizados por assunto. Já em 2015, a ênfase está na interdisciplinaridade, onde é feita uma problematização do cotidiano, apontando o registro e o confronto com a teoria como um caminho para a autonomia docente através da construção de possibilidades de intervenções. Para 2016, a previsão é de se explorar o demais componentes curriculares, como ciências da natureza, ciências humanas e artes.
Como é possível trabalhar os diferentes componentes curriculares, das diferentes áreas do conhecimento, de forma interdisciplinar, sem deixar de considerar as especificidades de cada uma? A resposta trazida pela palestrante é direta: Através de projetos didáticos e sequências didáticas, onde a sistematização deve ser do professor, com um planejamento completo, mas flexível e a ludicidade como metodologia.

Para finalizar, a palestrante traz o C de Competência, que deve fazer parte do trabalho docente, mas que é consequência de outros Cs promovidos pela formação continuada:
- Capacidade de perceber o contexto
- Compreensão de leis e teorias
- Criatividade na ação pedagógica
- Cooperação entre os docentes
Profª Daniela Menezes


O que a professora quis dizer com "O lúdico são os frufrus..."?
ResponderExcluirGostei da definição de sequência didática que a professora/palestrante utilizou, como sendo "um parêntese" dentro de um projeto.
Neste evento muito se falou em formação continuada do professor, muito do que foi dito faz parte de minha vivência. Acredito que meu trabalho em sala de aula seja inovador, sempre em busca de novas práticas que envolvam a turma. As mudanças só acontecem quando estamos prontos a mudar! Sou a favor de mudanças, e disposta a mudar, desde que isso beneficie a mim e aos que me cercam. Cristina B. Dias.
ResponderExcluirGostei da colocação da palestrante que elogiou a atitude do governo de dar a formação continuada e a bolsa, ela apresentou um breve histórico, onde, os professores tinham que pagar pela formação, quando esta acontecia fora do horário de trabalho. Também gostei da importância da cooperação entre o trabalho docente!
ResponderExcluirDANIELA CARIN MOLLMANN