No início do PNAIC 2015, tivemos a presença de "O Pequeno Príncipe", de Saint-Èxupery, na Leitura Deleite.
A leitura dos dois primeiros capítulos foi acompanhada pelas imagens que contavam a história de um menino que se deslumbrou em um mundo de fantasia, oferecido por um livro, buscando a construção de seu mundo próprio. Mesmo desencorajado pelas "pessoas grandes", ele continua sua busca pelo que é essencial no mundo, até que encontra a beleza no príncipe andarilho que aparece à sua frente no momento mais inusitado.
Hoje, nós, professores, somos as pessoas grandes. Ao invés de fazer nossos alunos escolherem entre um mundo de fantasia, construído através da imaginação, e o mundo real, onde se vive e existem necessidades urgentes, o nosso trabalho deve permitir a integração entre esses dois mundos, onde a lógica, a expressão, a cultura e as ciências andem juntas, a serviço de uma vida crítica e criativa, com espaço para a resolução dos problemas práticos do cotidiano e para os prazeres mais essenciais da vida.
Nesse encontro, precisávamos nos conhecer, então alguns materiais foram propostos, visando o início do registro de nossa história e do que nos move dentro da profissão que escolhemos.
Nos primeiros encontros do PNAIC 2015, tivemos como proposta retomar alguns conceitos e ideias importantes, presentes nas formações anteriores. Por um lado, devemos sempre refletir sobre o que passou para podemos seguir a diante, por outro, temos nos grupo várias colegas que não participaram da formação nos anos anteriores. Porém, foi preciso ter cuidado para não repetirmos as mesmas discussões passadas sem avançarmos na nossa formação.
A proposta da Coordenação do PNAIC foi que abordássemos o Currículo nos 2 primeiros encontros. Por isso, assistimos a parte final do vídeo abaixo (9min 30), onde vários pesquisadores da educação respondem quais são os desafios do currículo:
A partir do vídeo, debatemos sobre a relação entre o currículo mínimo e o respeito à diversidade e sobre questões referentes à qualidade de ensino, onde várias professoras participantes apontaram situações externas à escola que interferem no processo ensino-aprendizagem realizando pela escola. Assim, chegamos a uma reflexão sobre a importância do afetivo e do social no trabalho que realizamos. Tivemos opiniões diversas, mas concluímos que é preciso considerar a condição social do aluno e que nosso trabalho implica em relações afetivas, porém existe um limite, que cada professor deve estabelecer em sua prática.
Tivemos, também nesse primeiro encontro, uma reflexão sobre o que é ser um bom professor e fundamentos da formação de professores, discutindo sobre questões propostas pelo Prof. Antonio Nóvoa, no texto Para uma formação constituída dentro da profissão. A partir da leitura de uma resenha do texto, o grupo apontou a necessidade de um processo de valorização do professor pelo próprio professor, pois muitas vezes aceitamos imposições que não fazem parte do nosso trabalho.
E foi assim, com a expectativa de muitas trocas, debates e reflexões coletivas, que começamos esse ano de PNAIC. Que a diversidade presente neste grupo possa favorecer nossa formação conjunta, transformando nossos encontros em possibilidades de aprendizagem e crescimento profissional.
Profª Daniela Menezes


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